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Bebê com pesadelos: como lidar com a situação?

O seu bebê tem pesadelos?

A gente sabe que o choro de uma criança desperta os sentidos mais angustiantes de um pai, de uma mãe ou de qualquer pessoa que esteja cuidando de um bebê.

Isso é natural.

Então, tudo bem, entendemos que ao menor sinal de estresse, você corra para o berço para checar se está tudo bem com o bebê.

Porém, há uma situação que pode ser inusitado: quando um bebê está com pesadelos.

Como funciona o sono dos bebês

Você já deve ter reparado que os bebês dormem (muito). 

Nesse caso, é natural que o pequeno cérebro deles preencha aquelas várias horas de sono com sonhos. 

Os bebês, inclusive, sonham mais que os adultos. 

Isso porque os sonhos acontecem no estágio do sono conhecido como REM (rapid eye movement sleep, ou movimento rápido dos olhos, em uma tradução).

É no sono REM que ocorrem os sonhos mais vívidos. 

A fase REM em um adulto perdura durante 25% do tempo em que a pessoa está dormindo.

  • Os fetos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, passam 80% do tempo nesse estágio. 
  • Já nos recém-nascidos até seis meses, a fase REM costuma durar 50% do tempo em que o bebê está dormindo. 

O sonho serve para armazenar fatos que aconteceram naquele dia ou no passado na nossa memória.

Como a vida do feto e do bebê é cheia de aprendizados diários, é natural que eles precisem de mais tempo de sono e, consequentemente, de sonhos. 

Ao contrário dos adultos, porém, os bebês sonham com sons, cores, formas e sensações do cotidiano.

Os sonhos elaborados e mirabolantes dominam apenas a mente dos adultos, mesmo. 

O que define um pesadelo?

Essa é fácil.

Pesadelo é o contrário de sonho. 

Certo?

Não exatamente.

Pesadelo também é um tipo de sonho, mas é um sonho perturbador, que causa aflição ou medo. 

São bem comuns em crianças e adolescentes, mas também ocorrem em adultos, ainda que em menor frequência. 

E, assim como os sonhos, os pesadelos também ocorrem na fase REM. 

Se ocorrerem esporadicamente, não há com o que se preocupar. 

Caso se tornem muito frequentes, é preciso investigar os motivos pelos quais os pesadelos podem estar ocorrendo. 

O que causa os pesadelos?

Cientificamente, não se sabe exatamente o que causa os pesadelos.

Existem, porém, alguns fatores comuns encontrados em pessoas acometidas por esses sonhos ruins. 

Geralmente, os pesadelos estão associados ao estresse e à ansiedade, como problemas do cotidiano ou más notícias.

Assistir a um filme ou ler um livro de terror antes de dormir também é um convite para um pesadelo.

De forma resumida: os pesadelos são normais.

Se começarem a ocorrer com muita frequência ou se estiverem atrapalhando a vida – por exemplo, se o seu bebê estiver com má qualidade do sono ou enfrentando problemas durante o dia por causa dos pesadelos -, é preciso procurar um médico. 

Bebê com pesadelos: o que os papais podem fazer

Ok, mas o quê tudo isso tem a ver com bebês?

É possível que você veja seu pequeno recém-nascido reagindo a um pesadelo.

E, podemos garantir, isso pode ser um pouco amedrontador, especialmente para os papais de primeira viagem.

Fique atento aos padrões de sono do seu pequeno. 

Nem sempre a melhor resposta é tirá-los do berço e acordá-los. 

O fato de o bebê estar fazendo barulhos enquanto dorme não quer dizer que ele está pronto para acordar. 

Preste atenção ao som do choro.

Se o bebê estiver chorando porque fez xixi, está com fome, com frio ou até com alguma dor, o choro vai, aos poucos, ganhando força.

Essa é a sua dica para agir.

Procure não acordá-lo bruscamente e observe-o.

Se, durante o sono, o bebê chorar, acordar assustado ou se agitar muito, é possível que ele esteja tendo um pesadelo.

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Provavelmente, não estará sonhando com um monstro ou com algo assustador.

Pode estar reproduzindo sons e formas do cotidiano, sem que consiga entendê-las exatamente, e isso pode assustá-lo. 

Repare se o dia do seu bebê costuma ser estressante – muitas visitas de pessoas diferentes, brigas ou gritos, muito barulho… 

Caso a resposta seja positiva, é possível que você precise torná-lo mais adequado a um bebê. 

Para acalmá-lo, não basta explicar a ele que o pesadelo não é real.

Afinal, ele é um bebê, e embora possa se acalmar com o som da sua voz, precisa de aconchego, carinho e conforto depois de um evento traumático como um pesadelo.

Não sabemos exatamente com qual idade as crianças começam a ter pesadelos. 

Sabemos, porém, que um sonho ruim é ainda mais desesperador para o pequeno.

Em especial aquelas crianças entre os 2 e os 4 anos de idade, que ainda não diferem bem realidade de fantasia. 

Podem acordar confusos e, por isso, reagir com choro, gritos e desespero.  

Os pesadelos costumam ser um reflexo de algo que a criança vivenciou naquele dia.

Podem sonhar com algum filme que tenham visto, alguma cena de uma novela ou de um desenho.

Ou podem refletir algum problema familiar, como uma briga, uma conversa mais firme ou até mesmo a ausência do pai ou da mãe.

Quando a criança já é um pouco mais velha, o remédio é a boa e velha conversa.

Tentar acalmá-lo e deixar bem claro que o que ele viu enquanto dormia não é real. 

Tome cuidado para não subestimar o pesadelo da criança. 

Para ela, é um medo muito real. 

Acalme seu pequeno e, se possível, fique com ele até que durma novamente.

Se preciso, promova mudanças de hábitos – por exemplo, evitar desenhos assustadores ou violentos. 

Mais uma vez, se os pesadelos estiverem muito frequentes, é importante buscar ajuda de um pediatra, de um psicólogo ou de um psiquiatra. 

Saiba Mais: Dentição do Bebê: 5 Dicas Para Aliviar o Desconforto

O que é o terror noturno infantil?

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O terror noturno é muito parecido com um pesadelo.

Também ocorre durante o sono, mas na primeira metade da noite, antes do sono REM. 

A crise costuma durar de 5 a 15 minutos, mas pode se prolongar por mais tempo. 

Em meio a uma crise de terror noturno, as crianças podem gritar, chorar, se debater, abrir os olhos, sentar na cama e conversar. 

Tudo isso sem acordar.

E, de quebra, não lembrarão de nada no dia seguinte.

Por isso, o terror noturno costuma representar um terror especialmente para os pais. 

Essa, aliás, é a principal diferença entre o pesadelo e o terror noturno. 

A criança lembrará do pesadelo e conseguirá contá-lo em detalhes.

No terror noturno, ela não tem noção do que aconteceu. 

No dia seguinte, não lembrará de nada – e não vale a pena mencionar, sob o risco de amedrontar o pequeno. 

Ainda não se sabe os motivos pelos quais isso ocorre.

Especialistas acreditam que o terror noturno esteja associado a um grande estímulo do sistema nervoso central durante o sono. 

Recomenda-se que os pais, embora estejam assustados, deixem que a crise passe e que a criança volte a dormir. 

A boa notícia é que o terror noturno costuma desaparecer conforme os bebês crescem.

Observe de perto o sono do seu bebê

Ninguém gosta de pesadelos, mas é praticamente impossível evitar que aconteçam de vez em quando.

E, se não podemos evitá-los, o jeito é lidar com eles da melhor forma, certo?

Como pai ou mãe, sua tarefa é fazer com que o pequeno se acalme e que perceba que está seguro. 

Se você leu até aqui, já deve ter uma boa noção de como reagir a um bebê com pesadelos. 

Tem alguma outra dica de como lidar com um pesadelo? Conta pra gente a sua situação!

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