bebê gordinho

Bebê gordinho é bebê saudável? Quando se preocupar + 6 Dicas para manter o seu bebê no peso ideal

Ninguém resiste a uma bochecha de bebê. 

É impossível não querer apertar (os mais eufóricos pensam até em morder)! 

O mesmo vale para bracinhos, perninhas, barriguinha rechonchuda. Quanto mais parecido com um bonequinho Michelin, melhor.

Bebês gordinhos são fofos. Isso é inegável. 

Podemos dizer até que é um dos únicos momentos da vida em que a gordura não causa preocupação – é, inclusive, encorajada. 

Um bebê magrinho costuma ser, entre pais e mães, encarado como sinal de preocupação. 

Essa ideia, portanto, não é confirmada pela ciência. 

Bebê gordinho não é sinônimo de saúde, e tampouco quer dizer que, ao ficar mais velha, a criança vai emagrecer naturalmente. 

Veja, neste artigo, dicas para identificar se o peso do bebê está adequado e para manter o bebê saudável.  

Por que vemos bebê gordinho como bebê saudável?

pézinho de bebê

Já houve épocas em que a probabilidade de um bebê morrer antes de alcançar um ano era altíssima. 

No Brasil, em meados de 1940, essa taxa era de 146,6 bebês a cada mil nascidos vivos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os primeiros meses de uma criança eram, portanto, ainda mais cruciais do que hoje, e era importante que o bebê estivesse bem nutrido. 

Os índices de mortalidade infantil caíram muito – hoje, é de 12,4 a cada mil nascidos vivos -, devido aos avanços na medicina e a melhoria em geral da estrutura da sociedade.  

Além disso, antigamente, as crianças estavam acostumadas a brincar na rua, sem grandes ameaças à segurança, e isso fazia com que se movimentassem mais e perdessem peso

Na sociedade moderna, porém, as atividades das crianças envolvem, geralmente, tecnologias como smartphones, tablets e videogames. As crianças são mais sedentárias e, por isso, estão menos propensas a perder peso. 

A Organização Mundial de Saúde (OMS), em estudo de 2017, apontou que, no Brasil, 9,4% das meninas e 12,4% dos meninos são considerados obesos, de acordo com os critérios adotados para classificar a obesidade infantil. 

Não é regra, mas existem indícios que mostram que um bebê obeso pode se tornar uma criança obesa. 

Por sua vez, uma criança obesa pode vir a desenvolver doenças nas articulações e nos ossos, problemas cardíacos, diabetes e até câncer na vida adulta. 

Afinal, bebê gordinho é bebê saudável?

bebê gordinho

Nos dias de hoje, bebê gordinho não é sinônimo de saúde. Claro que cada criança é única, e o crescimento depende de características individuais, como a estrutura genética, e fatores ambientais, como a alimentação e o sono. 

No entanto, é preciso ficar atento: se o bebê apresentar um crescimento muito além do esperado, isso pode significar excessos.


Além disso, com frequência, uma criança obesa se torna um adulto obeso. Estudo da universidade de Maryland mostra que o ganho excessivo de peso nos primeiros anos de vida gera uma programação metabólica que deixa as crianças mais propensas a essas condições.

O sobrepeso em bebês pode retardar o desenvolvimento da mobilidade necessária para engatinhar e caminhar. Embora um bebê acima do peso nem sempre vire uma criança obesa, há mais chances de uma criança obesa se tornar um adulto obeso.

Caso você queira se aprofundar nessa discussão e ver a opinião de especialistas do mundo inteiro, vale assistir ao documentário “Muito além do peso”, da Marinha Farinha Filmes. Confira o trailer:

Quando devo me preocupar com o bebê gordinho?

Antes de tudo, é importante dizer que é fundamental que, desde o nascimento, o bebê seja acompanhado por um médico pediatra. 

Embora a mamãe seja, geralmente, quem passa mais tempo com a criança, a noção de peso pode não ser bem percebida. Até mesmo por estarem sempre grudadinhas no filhote, pode ser mais difícil notar que a criança está ganhando peso em excesso

É o pediatra que fará o controle de peso da criança, de acordo com as variações esperadas para cada mês e idade. 

Recomenda-se que a primeira consulta com o pediatra ocorra em até 10 dias depois da criança ter nascido e, durante o primeiro mês de vida, pode ser válido fazer a pesagem duas vezes. 

Em geral, a criança passará a ser pesada mensalmente depois que passar do primeiro mês de vida. 

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É importante, neste momento, acompanhar a curva de crescimento – um gráfico que monitora os aspectos de nutrição e de crescimento na infância e na adolescência, com base em critérios da Organização Mundial de Saúde. 

A curva identifica a média esperada de peso, altura e constituição corporal nas diferentes faixas etárias.

Com base nesses aspectos científicos, é possível determinar se o bebê está saudável ou não.

6 dicas para manter o seu bebê saudável

1. Leite materno

Nos primeiros seis meses de vida, o ideal é que a alimentação do bebê seja feita exclusivamente de leite materno

Além de proporcionar perda de calorias para a mamãe, também garante o ganho de peso para o bebê. 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, outro tipo de leite pode causar excesso de peso ou perda de peso. O leite materno é a garantia de que o bebê terá todos os nutrientes necessários, sem exageros. 

Além disso, o leite materno funciona como uma vacina natural e, de acordo com a OMS, a amamentação exclusiva até os seis meses e complementar até os dois anos pode salvar a vida de 1,5 milhão de crianças por ano em todo o mundo.

2. Dê somente a comida que o bebê precisa 

É natural que as mamães e os papais queiram ver os pratos ou as mamadeiras vazias

Se o bebê, porém, parar de comer e mostrar que não quer mais continuar, é importante respeitar o desejo da criança. 

Claro que isso não é válido para um bebê que, de acordo com o pediatra, está com pouco peso e precisa engordar. 

Se o bebê estiver saudável, porém, é preciso respeitar a saciedade. 

3. Evite alimentos industrializados e açucarados 

A criança vai querer comer o que você estiver comendo. Mesmo que dê vontade de matar a vontade dela, não dê açúcar e alimentos industrializados para o bebê antes de ele completar dois anos de idade. 

Também evite temperos prontos e alimentos ultraprocessados, como iogurtes com açúcar, sucos de caixinha e refrigerante. 

Lembre-se: vai ser difícil evitar o consumo desses alimentos quando a criança for maior. Aproveite para monitorar os hábitos enquanto for possível.

4. Dê alimentos sólidos e saudáveis

O lado bom de alimentar um bebê é que ele ainda não conhece as comidas – portanto, vai aceitar provar qualquer coisa. 

Aproveite esse período até ele começar a escolher o que quer comer para construir hábitos saudáveis, oferecendo frutas, vegetais, legumes, grãos e carnes magras.

5. Estimule o movimento

Estimule o bebê a se movimentar! 

Crie espaços seguros na sua casa para que a criança possa engatinhar, dar os primeiros passos e correr

Leve a criança para passear e, assim que ela conseguir caminhar, deixe que ela caminhe ao seu lado. 

Se essa movimentação da família fizer parte da rotina, a criança vai se acostumar com isso, além de se manter ativa e com um peso adequado durante o crescimento. 

Também evite o excesso de exposição às telas – tablets, smartphones e televisões – para que a criança não se acostume tanto com isso.

6. Dê bons exemplos

Os primeiros anos de vida são fundamentais para a formação da personalidade de uma criança. 

É provável que as crianças imitem o comportamento dos pais, por se espelharem na mãe, no pai ou no responsável. 

Coma de maneira saudável, sempre estimulando o consumo de frutas, legumes e vegetais, e mantenha uma rotina de exercícios físicos. 

Bebê gordinho não é bebê saudável

Uma alimentação adequada é a chave para evitar que o bebê ganhe peso demais. Priorize o leite materno ou o leite de fórmula e estimule o consumo de alimentos saudáveis, como frutas, legumes e vegetais. 

Além de garantir uma vida saudável ao bebê, você também evitará que ele cresça com problemas de peso e possa se tornar um adulto obeso e com problemas de saúde. 

Por isso, um recado às mamães e aos papais, especialmente de primeira viagem: procurem o acompanhamento profissional de um médico pediatra desde cedo

Isso vai evitar erros que são considerados normais – como o pensamento de que um bebê gordinho é um bebê saudável. 

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