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Castigo para filhos desobedientes? Como disciplinar sem traumas

É clichê, mas sempre se encaixa: na paternidade e na maternidade, nem tudo são flores.

Complexa, a tarefa de ensinar os pequenos a se comportarem exige tempo e paciência. 

Neste artigo, vamos falar sobre as melhores maneiras de disciplinar seu filho de maneira adequada, conforme vão crescendo.   

Desobediência: por que surge e principais causas

A desobediência, também conhecida como aquela famosa teimosia, é a atitude que leva as pessoas a desafiar figuras de autoridade. Quando alguém é desobediente, significa que não está seguindo as regras propostas.

Entre pais e filhos, a desobediência é bem comum. 

É, inclusive, uma parte natural do crescimento e desenvolvimento das crianças. 

Isso não significa que não seja cansativo para os pais – principalmente a desobediência segue até a adolescência.

É importante reconhecer os tipos de desobediência.

Podemos classificar em duas categorias: desobediência passiva e ativa. 

Na desobediência passiva, a criança recebe as ordens sem retrucar, mas não faz o que é pedido. 

Na desobediência ativa, o pequeno responde de forma imediata e negativa, recusando-se a cumprir a ordem.

Mas quais os motivos para a criança se comportar dessa forma?

As causas são muitas.

O comportamento dos pais pode gerar uma atitude negativa por parte dos filhos. 

Por sua vez, a teimosia da criança pode causar uma reação negativa dos pais.

A dinâmica da casa é decisiva para estabelecer o comportamento das crianças que, muitas vezes, sentem que não estão recebendo atenção ou acolhimento por parte dos pais. 

Ei! Não estamos dizendo isso para que você, pai ou mãe, se culpe. 

Ao identificar a causa do comportamento do seu pequeno, vai ser muito mais fácil melhorá-lo, com esforço conjunto de cada um dos membros da família.

O diálogo é sempre a ferramenta mais eficaz. 

Invista em boas conversas, mesmo que sejam repetitivas. 

10 dicas para disciplinar o seu filho de maneira eficaz

1) Não espere que a criança sempre saiba diferenciar o que é certo e errado 

Explique para ela, com palavras e ações. 

E lembre-se de que você é o maior exemplo para o seu pequeno. 

Aja da maneira como você espera que ele aja.

2) Imponha limites 

Crie regras claras e consistentes para que seus filhos possam seguir. 

E, claro, explique-as aos pequenos em uma linguagem didática, apropriada à idade de cada um, utilizando termos adequados para que possam entender.

3) Ouça 

Permita que a criança termine de contar uma história antes de apresentar uma solução a um problema. 

Preste atenção: a teimosia tem um padrão? 

Por exemplo: ocorre quando o seu filho está sentindo ciúmes? 

Converse com a criança antes de apenas apresentar as consequências daquele comportamento.

4) Estabeleça consequências 

Explique-as com calma e firmeza. 

Por exemplo: diga ao pequeno que, se ele não guardar os brinquedos, você vai escondê-los pelo resto do dia. 

E, mesmo que a criança faça cara de cãozinho abandonado ou escândalo, não ceda. 

É importante que a criança leve as consequências a sério.

Ah, evite a palavra “castigo”.

O peso dessa palavra é muito negativo, e a intenção não é castigar a criança, e sim fazer com que ela entenda o que fez. 

5) Dê atenção às crianças 

Tudo o que elas querem é isso.

O mau comportamento inclusive pode ser um reflexo dessa necessidade, caso a criança sinta que não está tendo a atenção que precisa. 

6) Elogie quando for merecido

As crianças precisam saber quando fazer algo errado, mas também precisam saber quando acertam. 

Repare quando elas se comportarem bem ou quando estiver se esforçando, e elogie. 

É provável que fiquem felizes com o reconhecimento e queiram repetir o ato que levou a ele.

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7) Saiba quando ignorar

Desde que a criança não esteja fazendo algo perigoso e que receba bastante reconhecimento pelo bom comportamento, ignorar quando ela está fazendo algo errado pode ser um bom jeito de fazer com que ela pare. 

Além disso, também pode ser um jeito natural de ensinar que as ações têm consequências. 

Por exemplo, se a criança estiver jogando biscoitos no chão de propósito, logo ela ficará sem biscoitos – e não terá mais nenhum para comer. 

Isso vai fazer com que ela aprenda a não jogar os biscoitos no chão. 

8) Se você achar que a criança vai enfrentar uma situação na qual ela não vai se comportar, fale com ela antes 

Explique como você espera que ela aja. 

Assim, ela não será pega de surpresa e a chance de reagir mal é menor.

9) Saiba redirecionar

Às vezes, a criança não se comporta melhor porque está entediada ou porque não conhece outra maneira de agir naquela situação. 

Ache algo para a criança fazer.

10) Estabeleça uma “pausa obrigatória”

Essa ferramenta disciplinar pode funcionar especialmente quando, ao identificar o mau comportamento, você avisar que a criança sofrerá uma “pausa obrigatória” se ela não parar. 

Funciona especialmente com crianças mais velhas, que já têm maturidade para entender o que fizeram. 

Você pode pedir que ela vá para o quarto e volte quando estiver mais calma. Assim, ela administra o próprio tempo de pausa obrigatória. Poucos minutos já são suficientes. 

Essa é uma boa ferramenta para que a criança desenvolva o autocontrole, e funciona bem com crianças e adolescentes.

Dicas de acordo com a faixa etária 

Bebês (até 2 anos)

como castigar o filho que vai mal na escola

– Os bebês aprendem por reflexo e imitação. Comporte-se de maneira adequada para que seu filho (a) possa se espelhar nisso.

– Opte por uma linguagem positiva para guiar o bebê. Em vez de dizer “não fique em pé”, diga “é hora de sentar!”.

Guarde a palavra “não” para as questões mais importantes, que envolvem segurança, por exemplo. Limite o uso de “não” ao deixar objetos perigosos fora do alcance do bebê. 

– Distrair o bebê e substituir um objeto perigoso ou proibido por outro que é seguro é uma boa estratégia para crianças dessa idade. 

– Todas as crianças, incluindo bebês, precisam de disciplina constante. Converse com as pessoas que moram com você para estabelecer regras básicas para que todos sigam. 

Crianças de 3 a 4 anos

– Seu pequeno está começando a entender o que pode ou não pode fazer. Isso pode fazer com que ele comece a testar algumas regras para ver como você reage. Preste atenção. Elogie a criança pelo comportamento adequado e ignore o mau comportamento. 

– Ataques de raiva podem se tornar comuns conforme a criança for experimentando novas situações. Tente prever o que pode provocar esses ataques, como cansaço ou fome, para prevenir que ocorram.

Ensine seu pequeno a não bater, morder ou agir de modo agressivo. Não bata no seu filho e lide com os conflitos de uma maneira construtiva. Lembre-se: as crianças refletem o comportamento dos pais.

– Quando irmãos brigarem, evite tomar o lado de um ou de outro. Por exemplo: se a briga for por causa de um brinquedo, deixe o brinquedo de lado. Assim, ambos ficarão sem. 

Leia também: Comportamento Infantil 2 a 3 anos: Veja Dicas Para Melhor Educar na “Adolescência” do Bebê

Crianças de 4 a 5 anos 

– Crianças desta faixa etária ainda estão tentando entender como e por qual motivo as coisas funcionam e qual o efeito das suas ações. Eles ainda vão testar os limites dos pais enquanto vão aprendendo a se comportar da maneira correta. 

– Comece a direcionar tarefas apropriadas à idade deles, como guardar os brinquedos. Explique exatamente como eles devem fazer isso. Quando cumprirem a tarefa, dê elogios.

– Ensine seu filho (a) a tratar os outros como quer ser tratado.

– Explique que é normal sentir raiva ou mágoa de vez em quando. Você pode, inclusive, validar o sentimento, quando achar que a criança tem certa razão em estar com raiva. Mas deixe claro que não é certo machucar alguém ou quebrar objetos. Ensine-os a lidar com sentimentos de raiva de um jeito positivo, como, por exemplo, falar sobre isso.

– Para solucionar conflitos, utilize a pausa obrigatória ou remova a fonte do conflito (como algum brinquedo). 

Crianças de 6 a 11 anos

– A criança está começando a ter uma noção clara do que é certo e do que é errado. Quando surgirem situações difíceis, converse com o pequeno sobre as opções – tanto as boas como as ruins – e quais seriam as consequências de cada uma.

– Converse sobre as expectativas da família e consequências razoáveis de uma eventual quebra nas regras.

– Continue ensinando e sendo um exemplo de paciência, preocupação e respeito para os outros.

– Não use e não permita que outras pessoas usem punição física.

Adolescentes (a partir dos 12 anos)

– Conforme o adolescente for se tornando mais independente, você precisará encontrar um equilíbrio entre o amor e o apoio incondicionais e expectativas claras, regras e limites.

– Continue demonstrando bastante afeição e atenção. Arranje um tempo para conversar, todos os dias. Jovens são mais propensos a fazer escolhas saudáveis se estão conectados ao núcleo familiar.

Reconheça os esforços, as conquistas e os sucessos do seu filho (a). E também reconheça os fracassos, incentivando o esforço.

Meu filho é muito teimoso, devo me preocupar?

Se você entender que a criança está passando dos limites, é bom ficar atento.

Normalmente, isso indica questões mais complexas por trás, como algum sofrimento emocional mais grave. 

Nosso estilo de vida, frenético e agitado, contribui para um ambiente no qual os pais ficam pouco tempo em casa.

Procure driblar essa ausência. Converse, brinque, ria junto com seus filhos.

Procure estabelecer um equilíbrio: não seja rigoroso demais, nem permissivo demais.

Vários profissionais podem ajudar, caso você não saiba exatamente como proceder. Psicólogos, educadores e médicos são alguns dos exemplos.

Como citamos, nem tudo são flores. 

Alguns momentos serão mais estressantes que outros.

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