college list como fazer

College list: O Que É e Como Ajudar o Seu Filho a Montar Uma

Fazer faculdade fora do país é o desejo de muitos jovens e até de seus pais. 

Essa vontade surge não apenas pela experiência de morar fora e aprender um novo idioma, mas também devido à qualidade do ensino oferecido em universidades estrangeiras. 

No caso dos EUA, não é novidade que quem opta pelo estudo na terra do Tio Sam encontra diversas opções de instituição de ensino. 

Porém, para concorrer a uma das vagas é super concorrido. 

É preciso realizar um processo seletivo que envolve envio de documentação escolar, análise das notas, participação em projetos extracurriculares e muito mais.

O melhor caminho para escolher a universidade é fazer um college list, uma lista com as instituições que mais se adequam ao perfil do seu filho e com aquilo que ele deseja encontrar em sua graduação. 

Confira a seguir mais informações sobre a college list e saiba como ajudar seu filho a montar essa lista!

O que é uma college list e por que é importante essa organização?

Uma college list é uma lista de prioridade de instituições de ensino superior selecionadas pela família junto ao estudante. 

O objetivo é elencar as universidades que são foco para que seja feito todo o processo seletivo.

Como este processo é longo e burocrático, é recomendado que as famílias selecionem previamente as universidades de sua preferência.

Mas não basta apenas colocar no college list aquelas que você conhece de cabeça, o ideal é pesquisar sobre cada uma delas, analisar o perfil dos estudantes, verificar a grade curricular do curso desejado, estudar como é a moradia no local, custo de vida e muito mais.

Por que eu preciso organizar uma college list com meu filho?

Diferente do Brasil, onde você paga pela inscrição no vestibular e o estudante faz a prova de qualificação, as universidades norte-americanas (e também de outros países como Reino Unido e Canadá) fazem uma triagem diferenciada.

Essa triagem envolve fatores como:

  1. Análise do currículo escolar;
  2. Análise do desempenho do aluno no ensino fundamental e médio;
  3. Comprovação da participação do aluno em atividades extracurriculares;
  4. Entrevista com representantes da universidade. 

Além desses fatores, são analisados outros pontos, como condição econômica da família, participação em projetos de voluntariado e até mesmo habilidades esportivas.

Com base nesse longo processo de admissão, não é viável encaminhar a documentação para muitas instituições. 

O ideal é ter foco, selecionar as mais alinhadas com a realidade familiar e montar uma boa lista.

Mas como montar essa lista? 

Acompanhe a seguir alguns passos essenciais para a criação de uma boa college list.

8 passos para ajudar seu filho a montar uma college list

Vamos começar com uma dica geral:

1. Não defina isso sozinho

Os pais devem dar a liberdade para que seus filhos façam escolhas, inclusive no college list. 

Se a escolha não é condizente com a condição financeira, os pais devem orientar, mas se as escolhas do filho divergem das preferências dos pais é importante respeitar a opinião do jovem.


Esse cuidado evita a frustração, a infelicidade com seu próprio futuro e, claro, a evasão do ensino superior. 

Já pensou pagar 2 anos de faculdade (em moeda estrangeira) e descobrir que seu filho não quer mais saber do curso por infelicidade? 

O respeito às escolhas é um passo primordial para a montagem dessa lista de universidades. 

2. Avalie os países, seus climas e condições culturais 

Já imaginou sair do clima subtropical quente e úmido de Sorocaba e ir direto para o congelante estado de Washington para estudar na fria e chuvosa Seattle? 

Não estamos dizendo que calor ou frio demais é algo para “fechar as portas”, mas leve isso em consideração, afinal, parte do bom desempenho escolar pode passar pelo bem-estar que o aluno encontra fora da sala de aula.

Se seu filho não suporta o frio, por que enviá-lo para um local onde esse desafio fará parte de sua rotina diária?

E o clima não é o único fator relevante. 

Pense sobre a cultura local, a qualidade de vida na cidade onde a universidade se encontra e a infraestrutura que seu filho irá encontrar para se locomover, morar e até mesmo para encontrar um trabalho (é comum que universitários tenham os famosos part time jobs como forma de ajudar no custeio dos estudos).

3. Verifique os rankings de educação, mas não se baseie só por isso

Existem diversas publicações e sites que fazem a avaliação das universidades fora do Brasil. 

Você e seu filho devem, sim, priorizar as melhores, mas saiba que nem só de ranking se faz uma boa universidade.

Muitas vezes esses rankings são genéricos e não abordam com precisão a qualidade do curso que seu filho quer fazer. 

Nada impede de uma universidade que não figura no top 10 oferecer um excelente curso de graduação em medicina, engenharia etc.

Isso acontece também no Brasil. 

Nem todos os cursos da USP, considerada a melhor universidade brasileira, são os melhores do país. 

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Portanto, fique de olho nos rankings mas não se apegue tanto a eles na hora de montar o college list.

4. Defina as instituições que são prioridade, conforme o perfil do seu filho

Como já foi dito acima, o ideal é ter foco em algumas universidades em vez de disparar applications para uma infinidade de instituições. 

Converse com seu filho, acesse o site das universidades, pesquise sobre os cursos e refine suas escolhas.

Você pode começar com, por exemplo, 20 universidades, em seguida refine sua pesquisa e diminua para 10 ou 12 no máximo, que é considerado o número ideal por diversos especialistas em estudos fora do Brasil. 

5. Contabilize os custos e verifique quais instituições têm bolsas de estudo

Antes de entrar no processo seletivo faça uma triagem das instituições que cabem no orçamento familiar. 

Lembre-se que muitas delas oferecem bolsas, mas nem sempre o valor desse suporte é o suficiente para custear o programa de ensino.

Já imaginou se o seu filho é aprovado em uma universidade e só depois você constata que não é possível arcar com os custos? 

Isso será frustrante para todos, portanto, fique atento ao custeio dos estudos e se informe bem sobre as oportunidades de bolsa.

6. Avalie a qualidade de vida no campus

Na hora da pesquisa, dedique um tempo para entender o que o campus oferece. 

É lá que o jovem passará boa parte de seus dias, inclusive alguns moram nos dormitórios do local. 

Vale a pena analisar fatores como:

  1. Distância do campus até a cidade;
  2. Meios de transporte oferecidos até o local;
  3. Existência de refeitório, enfermaria e dormitórios.

Tudo isso é importante, e você pode analisar até outros pontos de menor importância, mas que são interessantes, como qualidade da estrutura para prática de esportes, quais projetos extracurriculares podem ser feitos no campus e até mesmo como a família pode  visitar os estudantes no local. 

7. Não deixe de lado o suporte afetivo

As universidades estrangeiras são desejadas por estudantes do Brasil e de todo o mundo, e isso significa que a concorrência existe, e onde há concorrência há desafio. 

Os pais devem dar o suporte emocional para uma etapa que envolve muita ansiedade por parte do jovem. 

Converse sempre com seu filho, demonstre apoio, respeite as escolhas e incentive-o a dar o seu melhor.

A família precisa ser um parceiro e não um desafio para a estabilidade emocional do estudante em um momento tão delicado. 

E sempre seja receptivo em caso de insucesso. Há sempre uma nova oportunidade. 

Falhar não significa que as portas se fecharam de uma vez. 

Tenha pensamento positivo e, caso seu filho não passe nas universidades que ele escolheu, nada impede a criação de uma nova college list para tentar novamente.

8. Monte um portfólio de qualidade

Uma outra dica bem importante é montar um documento bem visual e informativo, chamado de portfólio. 

Ele serve principalmente para quem deseja ingressar em cursos focados em artes visuais, design e arquitetura.

O portfólio ajuda a Universidade a identificar e reconhecer o potencial artístico e as habilidades do candidato. Ele deve ser composto pelos melhores trabalhos desenvolvidos ao longo dos últimos anos.

Não existe um padrão para montá-lo, cada universidade determina o que deve estar contido nele, portanto, após analisar as instituições escolhidas, não se esqueça de investigar o que é pedido no portfólio. 

Geralmente eles contêm entre 8 e 24 trabalhos, que podem usar diferentes técnicas, materiais e mídias.

É comum que seja requisitado junto ao portfólio o Artistic Statement, uma espécie de redação onde o candidato deve contar sobre sua relação com a área de interesse, falar sobre seus trabalhos e explicar sua escolha de curso e Universidade. 

O planejamento é a chave para o sucesso

Para fechar, lembre-se que tempo é fator fundamental em qualquer preparação. 

Estudar de véspera nunca é o ideal, certo? 

A mesma coisa se aplica na montagem da college list. 

Faça esse processo com antecedência, de preferência ao longo dos últimos anos do ensino médio.

Se seu filho ainda não entrou no ensino médio, mas já demonstra o desejo de estudar fora, alerte sobre a necessidade de tirar boas notas, estudar o idioma local e se envolver em projetos, afinal, tudo isso impacta na seleção.

E por falar em idioma, uma excelente maneira de preparar seu filho para estudo fora do Brasil é matriculando-o em um programa bilíngue. 

Este tipo de ensino dá base para a proficiência no idioma estrangeiro e traz benefícios para o aprendizado e desenvolvimento cerebral

Aqui na Escola Portal nós oferecemos o ensino bilíngue a partir dos 3 anos até os 17 anos de idade. 

É um modelo educacional aberto a alunos de todas as escolas que oferece uma experiência de ensino semelhante ao encontrado nas escolas americanas, o que facilita a adaptação do jovem à cultura escolar e formas de aprendizado aplicadas nos EUA. 

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