como o pai pode ajudar na amamentação

Como o pai pode ajudar na amamentação? 7 dicas práticas

Quando se fala em amamentação, a primeira cena que vem à cabeça é o gesto terno entre mãe e filho. 

Mas qual é o papel do pai na amamentação?

Obviamente, ambos são os protagonistas desse cenário, mas o pai não precisa ser um mero coadjuvante. O homem pode – e deve! – participar ativamente do processo de amamentação.

Aliás, a presença paterna no pós-gestação (e no pré-natal) é um fator fundamental para promover melhora nos indicadores de saúde. É o que indica o relatório Situação da Paternidade no Brasil, publicado pela Promundo em 2016. 

O pai às vezes parece ficar em segundo plano, mas não deve ser assim. 

Os papais são muito importantes e constituem papel fundamental no núcleo familiar. Vem cá descobrir como você, pai, pode participar mais deste momento único! 

Antes de tudo, é preciso entender o que significa o ato de amamentar

Além de suprir as necessidades básicas da criança, a amamentação é uma das mais bonitas formas de fortalecer o vínculo entre a mãe e o bebê. 

Por óbvio, é um momento que envolve muito mais a mulher, a única entre o casal capaz de amamentar. 

O pai, embora não produza leite, não precisa (nem deve!) se ausentar nesse momento. 

Há muitas maneiras de participar desse processo, e todas trarão benefícios ao pai, à mãe, ao bebê e a família como um todo. 

Retratada de uma forma quase que romantizada, a amamentação nem sempre é fácil. 

Algumas mulheres não conseguem e a culpa as corrói. Outras ficam com os mamilos em carne viva e sentem muita dor. 

Para algumas, o processo é fácil, mas (e isso vale para todas) muito cansativo – afinal, nos primeiros meses, o bebê praticamente só mama e dorme. 

O pai deve estar ao lado da mãe. Ela precisará de apoio emocional e físico para enfrentar essa maratona, de alguém que a ampare quando tudo estiver exaustivo ou caso ela não consiga amamentar o bebê.

Veja abaixo, 7 dicas práticas de como o pai pode ajudar na amamentação, momento mágico e geralmente cansativo para a mamãe).

Como o pai pode ajudar na amamentação?

1) Ler sobre o assunto

O nascimento do primeiro filho é um momento recheado de dúvidas. Mesmo com orientação de médicos, é natural que a mãe queira se informar (muito) sobre todas as etapas da gestação, incluindo o pós-nascimento. 

Como pai, procure participar dessa busca por informações. Como casal, compartilhem o conhecimento, leiam juntos, assistam a vídeos juntos. Presenteie a grávida com um livro sobre o assunto e leia-o também. 

A futura mamãe se sentirá mais confiante ao saber que seu companheiro de paternidade também está se preparando para a chegada do bebê. Procure se informar antes mesmo de o bebê nascer (ou, por que não, antes mesmo da gravidez). 

2) Acompanhamento à amamentação

Para os especialistas, os primeiros 30 dias após o nascimento da criança são considerados os mais importantes. A mãe precisa se sentir amparada. 

Embora tenha tido nove meses para se acostumar com a ideia, é somente após o nascimento que ela se depara, realmente, com a realidade na prática – e com a sensação de que aquele pequeno ser humano depende exclusivamente dela para viver. 

É um momento momento mágico, e é importante que a mãe tenha apoio. 

Sempre que puder, o pai deve estar presente, caso a mãe ou o bebê precisem de ajuda – um copo d’água (amamentar dá muita sede!), uma massagem ou apenas a presença do pai fazem toda a diferença. 

Quando a criança terminar de mamar, o pai pode pegá-la no colo e fazer com que arrote. Ou seja: mesmo sem estar diretamente envolvido, o pai é necessário. 

3) Auxílio nas tarefas de casa

No Brasil, a licença-paternidade é de cinco dias (em algumas instituições, pode chegar a 20 dias, mas essa é uma situação menos comum). 

Passados esses cinco dias, a mãe estará com a criança em tempo integral. Ao contrário do que pode parecer, a licença-maternidade não é equivalente a férias e pode ser, inclusive, bem mais cansativa que a habitual jornada de trabalho. 

Ao chegar em casa no fim do dia, o pai pode assumir as tarefas. 

Não se engane: a mulher estará exausta. 

Principalmente se não houver algum profissional responsável pela vida doméstica, é importante que o homem ajude. 

Lave a louça, faça o jantar, dobre as roupas. Tudo o que estiver ao seu alcance e que significará uma preocupação a menos para a mãe. 

Procure evitar cobranças. Talvez a arrumação da casa não esteja perfeita, mas vocês estão fazendo o melhor que podem. 

4) Auxílio no trabalho pesado

Essa já é um pouco óbvia, mas não custa lembrar. Os homens, em geral, acabam com as tarefas mais pesadas da casa. Agora, mais do que nunca, precisam assumir para valer esse papel. 

Os papais podem ajudar na realização de trabalhos que exigem força, como manusear o carrinho do bebê, montar a cadeirinha do carro e carregar as bolsas com os vários pertences da criança.

No momento exato da amamentação, a criança vai estar nos braços da mãe. Na hora de ninar o bebê para dormir, porém, o pai pode assumir e pegá-lo no colo. 

Em deslocamentos, o pai também pode se oferecer para que revezem quem está segurando a criança. 

Talvez a mãe até prefira mantê-lo nos braços, mas ela certamente vai apreciar a intenção e a oferta de ajuda.

5) Conversas com o bebê

Esse conselho também já é um pouco mais difundido entre os novos papais. O bebê ainda não entende o que você fala, mas o som da voz de pessoas que ele já reconhece, como o pai e a mãe, são reconfortantes. 

Essa dica vale para toda a gestação e também para o pós-nascimento. O momento da alimentação é uma boa hora para manter a criança entretida com conversas, músicas, historinhas… 

Além disso, a mãe vai certamente gostar da companhia. 

Esse momento também vale para estreitar os laços entre o bebê e o pai. Como não pode participar ativamente da amamentação, o papai pode criar momentos únicos com o filho ou a filha: dar banho, levar para um passeio, fazê-lo dormir… As opções são muitas.

Veja também: Como acalmar bebês: Dicas + 5 Apps

6) Não pressione (nem permita que alguém faça isso)

Nem toda mulher consegue amamentar. Pode ter certeza de que essa possibilidade já passou pela cabeça da mãe várias vezes e traz consequências psicológicas – sentir-se menos mãe, menos mulher, e por aí vai. 

Não pressione a mulher, nem permita que outras pessoas façam isso. 

Comentários do tipo “o bebê parece com fome” ou “seu leite parece fraco, não é melhor dar leite em pó?” só deixarão a mulher mais ansiosa e com medo e, não se engane, não ajudarão em absolutamente nada.

Veja também: Palpites na maternidade: 7 dicas de como lidar com o furacão de opiniões

Algumas mulheres levam um pouco mais de tempo para produzir o leite. 

Algumas sentem muita dor e acabam desistindo. Seja qual for o cenário, demonstre respeito e apoio à decisão ou ao que está acontecendo. 

Se for realmente o caso de utilizar leite em pó, não permita que as pessoas do entorno opinem. 

Ouça apenas o médico e oriente para que a mulher faça o mesmo. 

7) Cuidar da parceira

Depois do parto, as mamães costumam ficar muito sensíveis. Os hormônios estão em grande concentração no corpo, e as mulheres podem enfrentar momentos de medo, angústia e tristeza. 

A rotina da casa muda, a mãe praticamente não dorme e não tem tempo para mais nada. 

Seja empático. Converse com sua mulher nos momentos de angústia. Permita que desabafe e mostre-se solícito e disponível para apoiá-la. 

O pai precisa ser o suporte emocional neste momento. O bebê precisará de toda a atenção da mãe, e é importante que alguém esteja por perto, pronto para ajudá-la quando tudo parecer cansativo demais.

Ah! Existem vários acessórios que podem deixar a mulher mais confortável no momento da amamentação. Almofadas, absorvente de seio, bolsinha de gel quente para desempedrar o leite, pomada para rachadura dos seios, bomba para extração do leite materno… 

Informe-se a respeito (de preferência com um médico, mas há várias informações disponíveis em sites especializados) e adquira esses produtos.

Papais são fundamentais no processo de amamentação

Viu? Existem muitos jeitos de participar.

E não é nada muito mirabolante na forma de como o pai pode ajudar na amamentação, não é?

Basta estar informado, presente e atento às necessidades da mulher. 

Amor e empatia são sentimentos chave durante todo o relacionamento e especialmente importantes durante a amamentação, ato que demanda muito tempo e energia da mãe. 

Se estiver inseguro, se informe a respeito com um médico, amigos que são pais ou familiares. 

Lembre-se, no entanto, de não transmitir pressões ou angústias à mãe, que já estará angustiada pelos próprios motivos. 

A amamentação pode ser leve, e o apoio do pai é crucial para que assim seja.

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