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Comportamento infantil 2 a 3 anos: veja dicas para melhor educar na “adolescência do bebê”

Se o seu bebê está prestes a entrar na faixa dos dois aos três anos, prepare-se para uma pequena reviravolta.

Não se surpreenda se aquela criança animada e fofinha começar a apresentar, de vez em quando, algumas manias e birras

Isso acontece porque, durante essa faixa etária, a criança atinge a chamada adolescência do bebê.

Esse período vai mais ou menos dos 18 meses até os 3 anos de idade. 

Você já foi adolescente, né? Então, deve imaginar o que está por vir.

Vamos lhe contar tudinho sobre essa fase do comportamento infantil dos 2 aos 3 anos que, apesar de um pouquinho mais desafiador, não deixa de ser especial! 

Como é o comportamento infantil aos 2 e 3 anos?

1. Primeira adolescência

Ao chegar aos dois anos, pode-se dizer que o bebê entra na “adolescência”. 

Calma, não se preocupe.

Ainda não é a hora de lidar com espinhas.

Essa chamada primeira adolescência ou, em inglês, 

“terrible two” (terríveis dois anos, na tradução), corresponde à época em que o bebê começa a apresentar um comportamento teimoso. 

Crianças obedientes e calmas começam a espernear diante de uma frustração. 

Não é incomum que os bebês dessa idade passem a fazer aqueles famigerados fiascos – jogar-se no chão, tentar bater nos pais e jogar objetos no chão. 

Também passam a contrariar pedidos – o “não” vira uma expressão bem comum e refuta qualquer orientação dos pais ou responsáveis. 

Ah, isso também inclui a vontade de estar perto dos pais. 

Quando você estiver trabalhando ou ocupado e não puder dar atenção ao pequeno, prepare-se para muita manha.

Ou seja: papais e mamães, preparem-se para exercitar a paciência. 

2. Uso mais frequente da fala

Nesta faixa etária, as crianças já estão mais familiarizadas com as palavras.

Já se expressam mais falando do que apontando ou gesticulando. 

Isso não significa que dominem totalmente o vocabulário.

Será comum ouvir palavras inventadas, sinônimos que não fazem muito sentido e até o uso de palavras que não querem dizer exatamente aquilo. 

A estimativa é de que uma criança dessa idade já possua um vocabulário de mais ou menos 300 palavras.

Quanto maior o estímulo, mais abrangente o vocabulário. 

Pode acreditar: será bem divertido. 

Talvez a criança não consiga falar uma frase completa. 

Fique atento, portanto, quando ela falar ‘bola’ – pode estar dizendo que quer brincar com a bola. 

Isso não significa que a linguagem corporal deixa de ser importante.

Lembre-se de que cada criança tem um ritmo. 

Aproveite essa época para dar algumas risadas.

Conforme o pequeno for crescendo, o vocabulário ficará mais claro e adequado ao que ele quer dizer exatamente.

Ah! Lembre-se de que crianças dessa idade não entendem metáforas e ironias, por exemplo.

Então, quando você se valer de uma, preste atenção à reação do pequeno.

Caso pareça confuso, vale esclarecer literalmente o que a expressão quer dizer. 

Também procure estimular o aumento de vocabulário com a leitura de livros um pouco mais complexos, com frases mais elaboradas, ainda que curtas.

3. Vontades próprias 

De repente, seu filho percebe que tem vontades próprias.

Você quer que ele durma, mas ele prefere ficar acordado.

O que antes parecia tão óbvio – obedecer – deixa de ser tão claro assim.

Na verdade, mesmo que esteja com sono, o pequeno pode querer contrariar você.

Só porque, agora, ele descobriu que pode.

Isso se aplica a várias pequenas decisões com as quais a criança pode se deparar ao longo do dia.

Para evitar crises de birra, uma ideia é apresentar as opções.

Por exemplo, apresente algumas opções de roupa para a criança escolher qual prefere vestir. 

Assim, você permite que ele faça uma espécie de escolha guiada

Um dos motivos pelos quais a criança se nega a obedecer aos pais é o reforço da própria identidade.

Então, além de mostrar opções, quando isso for possível, encoraje-o.

Em vez de perguntar “quer tomar banho?”, já chegue logo com uma afirmação. 

“É hora do banho!”

Nada como um pouco de motivação para prevenir as birras.

4. Caminhar e correr

Prepare-se para acompanhar os movimentos da criança pela casa.

Esqueça a fase tranquila em que você a deixava sentadinha no tapete. 

Agora, o bebê já consegue engatinhar e caminhar.

Ao atingir os três anos, a criança geralmente já consegue pedalar, correr, ficar em pé em um pé só e chutar uma bola.

Também já fique preparado para assistir ao pequeno cair e tropeçar algumas (muitas) vezes.

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Isso é totalmente natural e, a menos que a criança se machuque, o ideal é deixar com que siga tentando se erguer sozinha. 

Tentativa e erro é a melhor maneira de se familiarizar com o funcionamento do corpo e de aprender a se equilibrar. 

Veja também: Os 10 saltos de desenvolvimento do bebê: quais são e como identificá-los

5. Centro das atenções

Nesta idade, a criança quer ser o centro das atenções. 

Ela não vai reagir muito bem se você tiver de trabalhar ou se estiver ocupado com outra coisa.

É nesse momento, principalmente, que a birra aparece.

Nesses casos, a birra pode inclusive se manifestar de maneira agressiva. 

Por exemplo, se o pai estiver roubando a atenção da mãe, o pequeno pode se voltar contra ele.

A birra é sempre uma tentativa de chegar ao objetivo. 

Essa é uma maneira mais rudimentar de argumentação.

É claro que, se você não deixar claro que a birra não adianta, a criança vai aprender a se favorecer por meio dela. 

É importante reagir com calma e amor nessas horas.

Se você responder com agressividade, a criança vai se moldar a esse comportamento e tomá-lo como exemplo. 

Imponha limites de maneira assertiva e calma.

Sem gritos e violência, ok?

6. Imaginação à solta 

Nesta fase da vida, a imaginação dos pequenos está sendo amplamente utilizada. 

O faz de conta invade a vida da criança e cada objeto, pessoa e local podem se tornar, na mente do pequeno, algo totalmente diferente e mágico. 

Não se surpreenda se a criança inventar historinhas para justificar algo que tenha acontecido com ela. 

Fique atento, claro, se as “mentiras” se tornarem muito frequentes e por vezes prejudiciais.

No mais, é absolutamente normal que seu filho de dois a três anos tenha amigos imaginários. 

Procure não problematizar demais a situação se, por acaso, ouvir a criança falando sozinha.

A tendência é de que esses amigos imaginários sejam esquecidos com o tempo. 

A criança não sabe mentir. 

No entanto, já conhece, mesmo que no inconsciente, o poder da negação.

Criar uma história que pareça mais palatável é perfeitamente normal para uma criança.

Para evitar que a situação saia do controle, embarque nas aventuras.

Procure participar ou pelo menos conhecer as histórias criadas pelos seus filhos. 

Como os pais podem contribuir para o melhor desenvolvimento infantil dos 2 aos 3 anos?

Como tudo na vida, não existe uma fórmula mágica.

Cada criança é única, e mesmo essa lista de comportamentos pode não ser identificada em todos os pequenos. 

Mesmo com as crianças que se comportam de maneira mais agressiva nesta fase, é preciso manter a calma.

Nessas horas, lembre-se: você é um adulto. Seu filho é uma criança. 

Reaja de maneira a corroborar essa realidade.

Antes de sair de casa, por exemplo, já estabeleça os limites do passeio.

Esclareça que vocês irão somente ao consultório do pediatra, e que não haverá tempo para outras paradas no caminho.

Se, mesmo assim, a criança insistir e partir para a birra e para o fiasco, converse de igual para igual: abaixe o rosto até que seus olhos encontrem os dele. 

Explique, com firmeza, que você entende a frustração, mas que não aceitará esse tipo de comportamento.

Por mais que você fique com o coração partido, não ceda à manipulação da criança.

É importante que ela aprenda que birra não levará a lugar algum. 

Ah, e se o pequeno insistir no mau comportamento, deixe claro que aquilo trará consequências. 

E escolha consequências imediatas. 

Se o pequeno não quiser comer a janta, diga que ele não poderá assistir aos desenhos mais tarde.

Toda ação tem uma consequência, e essa também é uma lição importante, que pode ser ensinada na mais tenra idade.

Mais do que qualquer outra coisa, a fase da adolescência do bebê representa aprendizados. 

Leia histórias que incentivem o exercício da imaginação e proponha brincadeiras que façam com que ele desenvolva a própria autonomia.

Não vamos mentir: alguns dias serão mais fáceis do que outros.

Mas, mais uma vez, lembre-se que o adulto aqui é você.

Uma fase que vai deixar muitas histórias para contar

A fase dos 2 aos 3 anos é um período de grandes mudanças para o seu filho.

A percepção de si mesmo como um indivíduo que possui vontades próprias e uma certa autonomia é algo comum para adultos, mas absolutamente novo para um bebê.

Agora, cientes de que têm opções, os pequenos ficam em dúvida entre escolher o que preferem fazer e acatar as ordens dos pais. 

Ainda falta maturidade para mensurar a consequência de cada uma das escolhas, claro, e o mais fácil é simplesmente contrariar o que está sendo proposto.

Não se apavore: isso passa depois de certo tempo.

É uma fase complicada tanto para você como para a criança. 

Procure reagir com calma, amor e compreensão. 

Lembre-se de que você já passou por isso e aja como gostaria que tivessem agido com você.

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