a importância do diálogo entre pais e filhos

A importância do diálogo entre pais e filhos: Saiba como estimular a conversa

É fato: seja uma família pequena ou grande, não se discute a importância do diálogo entre pais de filhos.

Pare e reflita por um instante.

Você tem o hábito de conversar com seus filhos ou a relação é um tanto quanto lacônica? 

As rotinas cansativas de trabalho, os desafios do cotidiano e problemas conjugais são alguns dos fatores que contribuem para que os adultos tenham menos contato com os filhos.

E, quando esse contato ocorre, não são poucos os pais que preferem apenas brincar ou agradar as crianças em vez de engatar uma boa conversa.

É verdade que especialmente crianças menores preferem atividades físicas ou brincadeiras no lugar de um diálogo, contudo, a conversa entre pais e filhos é fundamental para estreitar laços e ampliar o amor e a compreensão dentro da família.

Neste artigo, vamos fazer uma reflexão sobre este tema e apresentar alguns fatores para você pensar em relação à importância do diálogo entre pais e filhos.

Mais do que isso, vamos apresentar algumas formas para que você possa estimular a conversação e tornar o ambiente familiar mais agradável, transparente e, claro, positivamente interativo!

A importância do diálogo entre pais e filhos

A interação entre pais e filhos é determinante para estabelecer qual o tipo de relação será construída entre ambos. 

Pais que mantém um diálogo de afeto, carinho e atenção irão construir uma relação bem mais saudável do que as famílias nas quais as interações entre crianças e adultos se limitam às broncas ou tarefas do dia a dia.

Na verdade, o diálogo entre pais e filhos é algo importante e que se desdobra nas diferentes etapas da vida, surtindo efeitos bem distintos e adequados para cada fase do desenvolvimento infantil.

Durante a gestação

Estudos realizados por universidades e institutos de pesquisa do Brasil e do mundo já identificaram grandes benefícios no diálogo entre os pais e o bebê durante a gestação.

Essa interação auxilia no desenvolvimento cognitivo do bebê, que aprende – antes mesmo do nascimento – a reconhecer as vozes maternas e paternas.

Além disso, estudos apontam que o bebê identifica as vozes dos pais e entende que está seguro, diminuindo os batimentos cardíacos e a agitação uterina.

E não é só a conversa que auxilia no desenvolvimento e no estreitamento dos laços familiares durante a gestação. Cantar músicas para o bebê também é uma ótima forma de estímulo cognitivo.

Durante a primeira infância

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No período pré-escolar, o desenvolvimento e evolução das crianças são muito altos. Durante os primeiros anos de vida, a criança aprende muitas coisas ao mesmo tempo, desde as formas de se equilibrar até o significado de palavras e emoções.

Nesta etapa da vida das crianças, é fundamental que os pais estabeleçam o diálogo com frequência, tanto para ampliar a capacidade cognitiva quanto para potencializar o processo de aprendizado e desenvolvimento da fala.

Quando ainda são apenas bebês, as crianças tendem a imitar muitos gestos e expressões dos pais, afinal, eles são as famosas “esponjinhas de conhecimento” que absorvem tudo que aprendem.

Muito do que é aprendido na primeira infância vai servir de base para os conhecimentos futuros, por isso, é fundamental que os pais estimulem o diálogo para determinar o certo e errado, o bom e o ruim, ou seja, para dar base para uma nova etapa de desenvolvimento dos conhecimentos e do comportamento. 

Durante a infância

Quando as crianças crescem um pouquinho e passam a frequentar a escola, chega o momento de inúmeras descobertas sobre o mundo.

É comum que surja a fase dos “porquês” e o início daqueles diálogos engraçadíssimos que só as crianças são capazes de pensar.

Durante essa etapa, muitas crianças se tornam bastante ativas e falantes, o que pode cansar um pouco os pais.

Mas isso não é desculpa para cortar a interação!

Dê ouvidos e interaja, com um pouco de paciência e todo o seu amor você será capaz de auxiliar muito no desenvolvimento intelectual do seu filho e na captação dos conhecimentos que ele está recebendo na escola.

As perguntas feitas também devem ser respondidas e podem servir de base para começar um diálogo mais interessante com os filhos.

Pais que optam por respostas curtas e desinteressadas irão perceber que, em certos momentos, ocorre um certo tipo de frustração na criança, que está tão ávida pela resposta quanto pela possibilidade de conversar com seus pais.

Demais fases de desenvolvimento

Durante a pré-adolescência, adolescência e início da fase adulta, o diálogo tem como principal finalidade auxiliar os pais a desenvolver cidadãos mais respeitosos, conscientes e educados.

Nessa fase da vida, a importância do diálogo ganha outros contornos e, geralmente, gera muitos conflitos.

Todo mundo já foi adolescente um dia e refutou a conversa com os pais. 

Contudo, em muitos casos, após passar por essa fase percebemos o valor dos conselhos e orientações dados pelos nossos pais.

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Apesar de se tornar um momento de diálogo mais difícil, é fundamental que os pais estimulem as conversas em casas para auxiliar seus filhos na compreensão do mundo adulto e de todas as suas facetas, incluindo temas “cabeludos” como sexualidade, consumo de drogas, bullying, autoconfiança, etc.

Como estimular o diálogo entre pais e filhos? 

Cabe aos pais serem os responsáveis pelo estímulo do diálogo na família. Existem diversas formas de otimizar a relação e a interação. Confira algumas dicas:

1) Aproveite os momentos de união

As refeições, idas à escola e viagens em família são alguns exemplos de momentos em que os pais devem estimular a comunicação.

Utilize esses períodos para tratar de diversos assuntos, inclusive vale usar suas experiências e “causos” para estimular o diálogo.

2) Cuidado com o monólogo

Não confunda conversação com palestra. Se você não der espaço de fala para seus filhos, vai ser difícil estimular a interação.

Em caso de crianças e jovens mais calados, é preciso pensar algumas estratégias ou usar assuntos do interesse deles para estimular a fala.

3) Preste atenção!

“Mamãe está ocupada agora” e “papai não pode falar” são frases terríveis para uma criança que está em busca de interação com os pais.

A vida é corrida e pede que nos desdobremos com a família e o trabalho, porém, quando seu filho busca diálogo, a melhor coisa a se fazer é prestar atenção no que ele está dizendo. 

4) Cuidado com o celular

Essa dica é um desdobramento da dica anterior, e serve para os adultos e crianças. Nos momentos de interação, tente se afastar da tela do seu celular/tablet/computador e dê atenção para as pessoas ao seu redor!

Além de um sinal de desrespeito, pode trazer ao seu filho a ideia de você não está tão interessado no que ele está falando.

5) Não julgue

Em certos momentos você precisa definir o certo e o errado para seu filho, porém, quando ele demonstrar interesse em algo que não lhe interessa, não faça julgamentos. 

Seu filho brinca de boneca? Não julgue, olhe como uma brincadeira saudável.

Sua filha gosta dos vídeos de um desenho que você acha bobo? Não julgue, é o gosto dela. 

Deixe os julgamentos para os momentos certos, em que há, de fato, algo errado acontecendo.

Use da empatia e seja compreensivo com as diferenças entre as pessoas (ser filho não faz ninguém uma cópia do pai ou da mãe). 

O que fazer quando seu filho não quer conversar?

Se seu filho não está muito a fim de diálogo com você, então, a primeira coisa a se fazer é analisar o ambiente familiar. Reflita e faça algumas perguntas para si:

  1. A família tem um momento de união, como uma refeição em que todos estão presentes?
  2. Seu trabalho está tomando o tempo que você deveria compartilhar com a família?
  3. Existe uma cultura do diálogo na sua casa?
  4. Quando foi a última vez que você puxou assunto com seu filho? E quando foi a última vez que ele fez isso?

Para quebrar esse hiato de diálogo, o ideal é estimular, buscar oportunidades para conversar e, claro, ficar atento aos assuntos e ao tom dessa conversa para ela seja estimulante. 

Uma simples interação como “estou pensando em trocar de carro, o que você acha desse modelo? E essa cor?” são ótimas oportunidades para despertar a interação.

Aos poucos é possível ir mudando os assuntos, ganhando confiança e o interesse.

Se a comunicação anda falha, inicie um processo de descobrimento dos interesses em comum (ou dos interesses de seus filhos) e faça com que eles sintam-se parte atuante da família, não uma espécie de subordinado que recebe apenas ordens e respeita regras.

Em muitos casos, a falta do diálogo é fruto da baixa interação, portanto, repense as oportunidades de interação e crie novos momentos para que isso ocorra!

Lembre-se que você é o adulto e que cabe aos pais buscar meios de otimizar aquilo que não está dando certo.

No caso de adolescentes, o diálogo é fundamental para entender mais sobre os dramas, alegrias, medos e inseguranças que ocorrem durante um período de muitas transformações.

Pais que não conseguem estabelecer o diálogo nessa fase podem ter surpresas desagradáveis quanto aos comportamentos e hábitos desenvolvidos pelas crianças.

Além de deixar vago o famoso “espaço do ser humano exemplo”, que pode ser preenchido por pessoas que não transmitem os valores que você pretende que seu filho carregue para a vida.

Importância do diálogo entre pais e filhos: Conclusão

A chave é inteligência, afeto e empatia.

  • Ser inteligente para fomentar espaços de diálogo e interação;
  • Ser afetivo para criar um ambiente em que a criança/adolescente sinta-se confortável para expor suas ideias;
  • E ser empático para entender qual é a perspectiva que seu filho tem sobre os fatos e como esses fatos o impactam.

Não há uma “receita de bolo” pronta para estimular o diálogo, contudo, é fundamental compreender que atenção e empatia são protagonistas para fomentar a interação entre as pessoas.

A importância do diálogo entre pais e filhos é fundamental e precisa ser algo constantemente observado pela sua família.

Nunca devemos deixar de dar o devido estímulo para que as crianças possam confiar em seus pais e enxergarem neles pessoas capazes de ouvi-los e compreendê-los.

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