Educação Infantil na Quarentena

Educação Infantil na quarentena: por que a presença dos educadores é fundamental

É fato que a presença virtual dos professores durante a quarentena é crucial para não prejudicar o aprendizado dos alunos.

Seja por meio do incentivo, da explicação teórica ou da avaliação das tarefas, esses profissionais dão sequência à grade curricular  colaboram para a evolução dos estudantes do Ensino Fundamental ao Médio.

Mas e os alunos da Educação Infantil?

Qual metodologia deve ser empregada com os pequenos que ainda encontram no brincar a ferramenta mais poderosa para o desenvolvimento cognitivo, motor e comportamental?

O assunto tem gerado controvérsia, mas a manutenção do vínculo dessa faixa etária com educadores especializados é, sim, um processo importante para que as crianças sigam desenvolvendo suas capacidades humanas e de interpretação do mundo.

Veja bem: se na quarentena os pequenos estão privados do convívio e das brincadeiras espontâneas com os colegas, é justamente agora que precisam de novos incentivos para não interromper essas descobertas.

Veja 6 maneiras como a presença on-line dos professores pode colaborar com o desenvolvimento dos pequenos:

1) Brincadeiras personalizadas

Já que temporariamente não haverá mais brincadeira na escola, os educadores podem propor atividades para que as crianças se coloquem no lugar do outro ou aprendam a resolver os “conflitos” que surgem em meio à convivência da qual estão sendo privadas no momento.

Os profissionais também saberão adaptar essas atividades conforme a limitação de espaço e recursos disponíveis em casa. É possível, por exemplo, criar soluções que exercitem o controle motor, o equilíbrio e favoreçam a imaginação.

2) Imaginação, interpretação e criação

A imaginação é primordial para o desenvolvimento do pensamento e da linguagem, a fim de que as crianças se tornem adultos capazes de produzir ideias.

Durante a quarentena, esse processo pode ser impulsionado por momentos de contação e criação de histórias.

Os educadores podem organizar uma atividade em que os pequenos primeiro possam ouvir e depois criar, verbalizar e trocar ideias sobre suas próprias produções.

Esse exercício é infinitamente rico, já que as crianças, por meio da interpretação, começam a perceber que existem infinitas formas de se olhar para a mesma situação. É também dar a liberdade para que elas mesmas criem e deem asas à imaginação.

3) Primeiros passos na alfabetização

alfabetização

Os primeiros passos da alfabetização também não podem ser deixados de lado. Ainda que seja embrionária nesta fase, a assimilação das letras deve ser uma constante na metodologia trabalhada com crianças entre 4 e 5 anos.

Exercitar a escrita do próprio nome ou o nome de familiares já é uma forma de estimular a linguagem escrita e garantir o desenvolvimento cognitivo da criança.

Os pedagogos também podem orientá-las a encontrar diferenças e semelhanças em textos variados.

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4) Orientações aos pais

Mais do que nunca os pais precisam de apoio para lidar com as crianças que agora gastam 100% da energia em casa.

É nesse sentido que os pedagogos podem sugerir atividades em família e orientar mãe e pai para que incentivem outros processos de aprendizado em suas casas.

Jogos em família, temas de casa e brincadeiras em que as crianças exerçam diferente papéis são uma amostra dos tipos de interação que podem ocorrer para estimular o processo de cognição dos pequenos.

5) Registro de novos aprendizados

Registrar os novos aprendizados é outra ação em que vale a pena investir em tempos de quarentena.

Seguindo a metodologia da Educação Infantil, os educadores podem propor que os pequenos compartilhem o que de novo vem acontecendo em suas vidas.

Exemplos:

“Antes da Covid-19, eu não sabia que conseguiria ajudar minha mãe a cozinhar”;

“Antes da Covid-19, eu não sabia que poderia criar histórias e contá-las aos meus pais”;

Esse processo ajuda os pequenos a darem mais sentido a esta quebra de rotina.

6) Sugestão de filmes

É fato que durante a quarentena as telas do celular, tablet e televisão serão mais utilizadas pelas crianças. E está tudo bem, ok?!

Mas que tal aproveitar esse embalo para sugerir filmes e animações que sejam educativos?

Educadores especializados em infância podem não só indicar essas produções audiovisuais, como propor exercícios de interpretação sobre a história assistida posteriormente.

Conclusão

É importante lembrar, porém, que cada fase da vida exige diferentes necessidades de desenvolvimento educacionais.

Não nos esqueçamos das crianças. Elas precisam muito mais do que apenas uma distração.

Necessitam de conhecimento, nutrição cultural e incentivos cognitivos para dar sequência ao desenvolvimento que já vinham vivenciando.

Não interrompa esse processo tão crucial para o crescimento do seu filho.

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