Ensino Fundamental na Quarentena

Ensino Fundamental a distância: como os professores ajudam potencializar o aprendizado do seu filho na quarentena

A presença dos professores na rotina dos alunos em isolamento social é fator chave para que o ensino seja potencializado. 

Mesmo a distância, a relação ajuda que os estudantes sigam a grade curricular e, tão importante quanto, sejam motivados a fazer suas tarefas e dar sequência ao desenvolvimento cognitivo. 

É por isso que mais do que facilitadores de conteúdo, os educadores, segundo o atemporal Paulo Freire, exercem um papel determinante na inspiração: fortalecem a aprendizagem trabalhando também a autoestima dos pequenos. 

Mas, em tempos de quarentena, como garantir a aquisição de conhecimento entre alunos do Ensino Fundamental que ainda não apresentam a mesma autonomia dos maiores? 

A troca de ideias, o fortalecimento do vínculo entre aluno e professor e a utilização de ferramentas tecnológicas que facilitam esse contato são alguns dos caminhos. 

Veja abaixo 7 pontos-chave do aprendizado dos pequenos em que o educador é fundamental, ainda mais no período da quarentena. 

1) Apoio e autoestima 

No início deste artigo, lembramos que trabalhar a autoestima do aluno é fator fundamental para dar sequência aos aprendizados. 

Vencedor do Global Teacher Prize, o professor queniano Peter Tabichi compactua com esta visão e reforça que educação também é uma questão de acreditar nos alunos e demonstrar confiança neles. 

É importante lembrar que nós, seres humanos, somos seres sociais e ansiamos por vínculo, troca e por um olhar que nos valide desde o início das nossas vidas. 

Quando a criança começa a frequentar a escola, ela é apresentada a um novo universo de socialização, cuja figura central à qual se vinculará é o professor. 

Esse processo vai ao encontro do que o psicólogo, psiquiatra e psicanalista britânico Edward John Mostyn Bowlby chama de Teoria do Apego.

Ou seja, o professor se torna a base segura da criança, figura que a ensina a lidar com a frustração e se coloca como base para ajudar nos desafios daquele ambiente.

Mesmo que esse contato agora seja a distância, a criança precisa continuar mantendo essa relação de confiança para consolidar o seu aprendizado e avançar nas próximas etapas da escola (e da vida!).

2) Outras formas de aprender 

A forma com que os pequenos assimilam o conteúdo hoje é muito diferente da metodologia aprendida pelos pais. 

É por isso que nem sempre os responsáveis, que já estarão com as responsabilidades de seus trabalhos home office, têm condições de ajudar os filhos com lições específicas. 

Esse contexto gera uma ligação muito importante entre aluno e professor, processo que se faz ainda mais necessário em tempos de isolamento. 

A explanação do conteúdo continua sendo necessária, bem como o acompanhamento do professor com relação ao avanço ou não do aluno. 

As escolas que conseguiram criar modelos de ensino on-line estão oferecendo não só esse apoio, como garantindo o desenvolvimento comportamental e cognitivo dos pequenos durante o período de quarentena. 

3) Combinações conjuntas 

É fato que em uma aula expositiva on-line, o professor não conseguirá a atenção dos pequenos por muito tempo. 

Por isso os educadores combinam o que esperam dos alunos e já explanam suas formas de avaliação que podem, inclusive, ser tratadas em conjunto com a turma. 

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A criatividade na hora de buscar a interação também conta muito para o engajamento das turmas. 

4) Experiências diversificadas

Experiências diversificadas possibilitam que o desenvolvimento seja construído, tanto nas áreas de linguagens – alfabetização -, quanto nas demais áreas de conhecimento – ciências humanas, ciências da natureza e matemática.

Professores capacitados para trabalhar com metodologias on-line fazem isso através de videoaulas, leituras, histórias, jogos e atividades práticas.

Mais uma vez a interação é fator chave para manter os pequenos motivados. 

5) Exercitar a responsabilidade 

A quarentena exige dos pequenos uma nova dinâmica. 

Com a rotina 100% a distância, novos desafios são impostos requisitando dos estudantes mais foco, determinação e, acima de tudo, responsabilidade. 

Os professores, nesse sentido, têm papel fundamental de orientar os estudantes com dicas que vão de organização do espaço a organização mental, sempre priorizando a entrega das tarefas e a compreensão do conteúdo. 

6) Curadores do conhecimento

Se antes o professor era o único a dominar e ter contato com determinados conteúdos, hoje a internet democratiza esse acesso. 

Em tempos de quarentena, tal processo fica ainda mais evidente, já que os alunos têm ainda mais tempo de buscar a informação por meio de videoaulas, jogos, documentários, artigos e outras formas disponíveis na rede. 

A informação pura, entretanto, não contextualiza e é por isso que cabe ao professor ser o curador do conhecimento. 

Ou seja, o professor é aquele que seleciona o que é relevante e desenvolve, com as suas turmas, habilidades como pesquisa, interpretação, análise crítica e conexão entre as informações capturadas. 

No Ensino Fundamental, essa orientação de rota é extremamente importante para que os alunos entendam que conhecimento não é apenas decorar ou acumular informações. 

É também dar sentido ao conteúdo que chega e associar, por exemplo, aquela questão da prova de ciências aos acontecimentos a que assiste na TV e presencia na sua rotina. 

7) Orientação aos pais

Alunos do Ensino Fundamental se encontram em processo de construção da autonomia, o que exige uma mediação da família nas propostas escolares nesse período de quarentena.

É nesse sentido que os professores podem sugerir atividades conjuntas em casa e orientar os pais para que incentivem outros processos de aprendizado. Leituras, jogos e sessões educativas de cinema são alguns caminhos.

Envolver a família, com respeito e cuidado, pode contribuir para um ambiente mais propício à aprendizagem nesse momento de crise.

Nada é permanente

É fato que a escola não será mais a mesma depois da pandemia. O conceituado sociólogo Zygmunt Bauman já adiantou que a modernidade é líquida.

Ou seja: nada é permanente.

Na Educação, a crise antecipa as tendências no mundo digital, mas também reforça o papel do professor diante dessa transformação.

Confiemos nesses profissionais e deixemos que exerçam seu papel na construção de um mundo melhor, mesmo (e especialmente) em tempos de quarentena.

Estamos todos juntos nessa.

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