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Leite materno: Benefícios e Principais Dúvidas das Mamães Respondidas

Vivemos em um mundo polarizado. 

Todos sabemos disso.

Então, quando existe um consenso sobre algo, é porque deve ser algo irrefutável, certo?

Pois bem. Existe consenso entre os especialistas sobre os benefícios do leite materno

Sim, é isso mesmo! 

Ninguém duvida ou questiona a importância desse líquido que, por vezes, é chamado até de ‘sangue branco’, de tão vital para o bebê. 

Quer entender os motivos? 

Então, vamos te apresentar alguns. Segue lendo!

Por que o leite materno é importante?

A importância do leite materno é um consenso entre os especialistas.

É o alimento ideal para o bebê. 

Isso porque o leite materno, sendo um alimento da própria espécie – da mãe para o bebê -, estimula o crescimento e o desenvolvimento. 

Seis meses de amamentação exclusiva e amamentação combinada com outros alimentos até os 2 anos do bebê (mais ou menos) resultam em melhor desenvolvimento cerebral.

Isso significa que a criança fica mais propensa a alcançar todo o seu potencial, inclusive de inteligência! 

Não é à toa que os mamíferos se destacam justamente por serem capazes de amamentar, não é mesmo?

Especula-se, inclusive, que se não fosse a interferência cultural, as crianças seriam amamentadas até os sete anos de idade. 

Isso porque a substituição do leite materno por outros tipos de leite é algo muito recente. 

Vale citar também que o leite materno é cheio de anticorpos. 

Então, as crianças que são alimentadas com leite materno são menos suscetíveis a viroses, doenças respiratórias e diarreias. 

Os bebês que são alimentados exclusivamente com leite materno nos primeiros seis meses também ficam melhor protegidos contra asma, diabetes e alergias. 

Além disso, a digestão do leite materno também é mais fácil para o bebê. 

Ah, e o risco de crianças amamentadas exclusivamente com leite materno até os seis meses morrerem antes dos primeiros cinco anos de vida reduz 41%!

Em um país em que o índice de mortalidade infantil é de 14 casos a cada mil nascidos vivos – ou seja, um número ainda não tão favorável -, estimular o aleitamento materno, principalmente entre as comunidades carentes, é uma questão social.  

A título de comparação, a taxa de mortalidade infantil nos Estados Unidos é de 5,7 mortes a cada mil nascidos vivos.

A Sociedade Brasileira de Pediatria estima que sete mil crianças deixariam de morrer todos os anos no Brasil caso fossem amamentadas corretamente. 

4 benefícios da amamentação para mães e bebês

1. Salva vidas

É difícil encontrar argumentos contra esse fato, não é?

Como já explicamos, a amamentação exclusivamente com leite materno reduz bastante o risco de mortalidade infantil.

E isso ocorre não só quando a mamãe amamenta o próprio filho, mas também quando a mãe doa leite materno para bancos de leite humano. 

2. Bebê mais protegido

O consumo exclusivo de leite materno nos primeiros seis meses do bebê contribui muito para a proteção contra doenças, principalmente as infecções gastrointestinais. 

Sim, é isso mesmo. 

Há casos de bebês que morrem por diarreia, sabia? E isso é bastante evitável por meio do aleitamento materno. 

3. Reduz a chance de obesidade

Também ajuda na prevenção contra obesidade e sobrepeso – não só na infância como também na vida adulta.

O leite materno tem a proteína mais adequada aos bebês e, por isso, não produz ganho excessivo de peso. 

Além disso, o leite materno provoca maior saciedade. Por isso, a criança se sente cheia mais rápido. 

Além de trazer benefícios ao desenvolvimento do bebê, é uma das principais maneiras de fortalecer o elo entre mãe e filho(a). 

4. Fortalece o vínculo entre mãe e bebê 

É até engraçado, mas o motivo para isso é mais fisiológico do que psicológico. 

O bebê, quando nasce, só consegue ver com clareza objetos bem próximos. Por isso, ao amamentar, o bebê consegue ver bem o rostinho da mãe. 

Os outros sentidos do bebê também são estimulados nesse momento, e ele consegue reconhecer o cheiro da mãe, além de ter consciência do som dos batimentos cardíacos. 

Já no organismo materno, a amamentação libera ocitocina, o hormônio popularmente conhecido como ‘hormônio do amor’. 

5. Perda de peso da mãe

Pode parecer futilidade, mas é justo que as mamães se preocupem com os quilos que ganham durante a gestação.

Pois esse é um dos benefícios da amamentação. 

É possível perder, em média, dois quilos por mês, em caso de amamentação exclusiva. 

Aliada à alimentação equilibrada e leve (com orientação de um profissional), a amamentação proporciona uma perda de peso mais rápida e tranquila para a mamãe.

Lembre-se, porém, de que essa é uma possibilidade, ok? Essa não deve ser uma preocupação prioritária da mamãe. 

A preocupação estética, neste momento, não deve ser estimulada jamais! 

Não pressione a mãe para que perda peso – e não permita que ninguém o faça. 

Veja também: Palpites na maternidade: 7 dicas para lidar com o furacão de opiniões

Vale lembrar também que, caso a amamentação esteja muito desconfortável (sensibilidade do bico mamário, por exemplo), a mamãe pode retirar o leite com a bombinha e dar ao filho em uma mamadeira. 

9 principais respostas para ajudar as mamães na amamentação

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1. De que é composto o leite materno?

Basicamente, o leite materno é composto de gordura, carboidratos e proteínas.

Também é composto por proteínas e anticorpos, fundamentais para proteger os bebês de doenças e para fortalecer o sistema imune dos pequenos. 

Aliás, você sabia que o leite materno vai se modificando com o tempo?

Pois bem. São três fases. 

O primeiro leite é chamado de colostro. É bem amarelado e líquido, e mais rico em proteínas.

Depois da primeira semana da amamentação, temos o leite de transição, mais rico em gorduras e carboidratos. Por isso, é um líquido mais espesso. 

Por fim, depois dos primeiros 21 dias, o leite se torna um alimento mais completo, com gordura, vitaminas, proteínas, carboidratos e anticorpos.

2. Como armazenar o leite materno?

É bem simples.

O leite materno pode ser armazenado no freezer ou na geladeira, em recipientes adequados para esse fim.

Ou seja, nada de guardar o leite materno naquele pote velho de sorvete, ok?

Na geladeira, o leite pode ser armazenado por até 48 horas, e no freezer, por até três meses. 

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Quando for dar à criança, você deve colocar o recipiente dentro de uma panela e descongelar em banho maria, no fogão.

Evite esquentar no microondas ou diretamente na panela. Isso pode danificar as proteínas existentes no líquido. 

O leite materno não pode ser “recongelado”. 

Ou seja, descongele apenas a quantidade que você vai usar. Caso você descongele em excesso, guarde o restante na geladeira por no máximo 24 horas.

3. O leite materno seca depois de quanto tempo?

A pouca produção de leite materno pode ocorrer devido a vários fatores.

Às vezes, o bebê para de se interessar pelo leite.

Essa postura blasé da criança faz com que o líquido seja produzido em menor quantidade – afinal, a amamentação frequente é uma das maneiras de aumentar a produção de leite.

Uma técnica inadequada de amamentação – por exemplo, a maneira que o bebê segura o peito, também pode prejudicar esse estímulo, porque a mama não é devidamente esvaziada.

O uso de chupetas e uma alimentação complementar ao leite materno também fazem com que o bebê procure menos o peito da mãe, e isso é um ciclo vicioso – quanto menos mamadas, menos leite.

Também há casos em que isso ocorre por algum problema de saúde da mulher, como hipotireodismo e diabetes, além de desnutrição materna.

Pressupondo-se que a mamãe fez todo um acompanhamento pré-natal, esses são caros mais raros.

Caso a mamãe não queira mais amamentar, ou quando existe alguma contraindicação à amamentação, a mamãe pode estimular o secamento do leite materno. 

Geralmente, são usados remédios para isso. Portanto, não faça sem orientação médica, ok? 

4. Tem lactose?

Sim, o leite materno tem lactose. A lactose, aliás, é o principal carboidrato para o desenvolvimento do cérebro do bebê.

Se as mamães consumirem muitos laticínios ou leite, o teor de lactose no leite materno pode ser maior. 

Nesse momento inicial da vida, é improvável que o bebê seja afetado por alguma intolerância à lactose.

Isso porque, ao nascer, o bebê está produzindo bastante lactase, a enzima responsável por digerir a lactose. 

5. O leite materno empedra?

Sim, é possível que o leite empedre. 

Isso ocorre quando as mamas estão muito cheias. Também é chamado de ingurgitamento mamário. 

Um sinal de que isso está ocorrendo é quando a mamãe sente a mama dura, dolorida e rígida. 

É mais comum nos primeiros dias após o nascimento, quando o bebê ainda está se acostumando com esse processo.

Também pode ocorrer quando o bebê já está com um pouquinho mais de idade e não mama com tanta frequência. 

6. Tem como aumentar a produção do leite?

Claro! A alimentação equilibrada e o consumo de 3 a 4 litros de água por dia são ótimos para garantir uma boa produção de leite.

Consulte um nutricionista caso surjam dúvidas sobre isso. 

O próprio ato de sucção do bebê também estimula a produção de leite.

Por isso, recomenda-se que o bebê seja alimentado o maior número de vezes possível – às vezes, pode acontecer a esse número chegar a até mais de 10 vezes!

Dispense medicamentos para aumentar a produção do leite.

Se estiver insegura, converse com seu pediatra.

7. Existe um limite de idade para parar de dar leite materno?

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Recomenda-se que o bebê seja amamentado exclusivamente com leite materno até os seis meses. 

Pode ficar tranquila. 

Até essa idade, os bebês não precisam de mais nada (nem de água ou chá! Nem sempre a vovó está certa.)

Depois desse período, a criança pode começar a receber outros alimentos, sempre com orientação profissional, mas não precisa deixar de ser amamentada. 

A amamentação pode continuar até a criança completar dois anos ou mais. Depende muito do desejo da criança e da mulher. 

Nos casos em que as mamães têm pouco leite ou que têm dificuldade em amamentar, os médicos que a acompanham podem complementar a alimentação do bebê com leites de farmácia (fórmula).

Em média, a mamãe brasileira amamenta os filhos por dez meses. 

A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que a amamentação seja mantida por mais tempo, quando possível. 

Para saber quando iniciar o desmame, converse com seu pediatra.

8. Como tirar o leite com bombinha?

Esse processo pode ser um pouco chatinho e demorado, principalmente nas primeiras vezes.

Não desista! 

Em primeiro lugar, faça a higiene correta das mãos. 

Depois, procure um lugar bem calmo, sem nada que possa deixar a mamãe ansiosa ou nervosa. 

A abertura da bombinha deve ser colocada sobre a mama, com o mamilo bem no centro.

Daí, é só pressionar suavemente a bombinha. Você pode aumentar a intensidade, sempre prezando pelo seu conforto.

Esse vídeo traz um passo a passo bem didático para você aprender a tirar o leite com bombinha.

9. Eu posso doar o meu leite materno?

Pode, e inclusive deve! Há campanhas feitas especialmente para incentivar essa doação. 

No dia 19 de maio, celebra-se o Dia Nacional de Doação de Leite Humano.

A doação de leite materno ajuda a salvar vidas, especialmente crianças prematuras e doentes que precisam do leite materno para amadurecer o sistema gastrointestinal e aumentar a defesa contra infecções e doenças. 

Se você tiver leite sobrando e está interessada em doar, entre em contato com um Banco de Leite da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano ou com um posto de coleta. 

Você nem precisará se deslocar. Boa parte dos postos de coleta vai até a casa da mamãe para fazer a retirada do leite.

Vale lembrar que a doação não tem nenhum custo para a mãe – e a mãe também não ganhará dinheiro em troca do gesto.

Ficou com alguma dúvida? 

A Sociedade Brasileira de Pediatria montou esse glossário com termos bem comuns utilizados para falar sobre isso. 

O primeiro alimento funcional do mundo

Não há como negar a importância do leite materno. 

É fundamental para o bebê e para a mamãe. 

Salva vidas e previne doenças, além de trazer benefícios para a mãe, que se recupera mais rápido do parto. 

A menos que não seja possível amamentar, ofereça essa possibilidade ao bebê. 

A criança cresce mais saudável e menos propensa a doenças. 

O vínculo entre mamãe e bebê também é fortalecido.

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