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Relação entre Irmãos Pequenos: Como os Pais Podem Ajudar a Estabelecer a Harmonia em Casa

Com certeza você, como mãe ou pai, já sabe tudo sobre trocar fraldas e conhece de cabeça algumas várias canções de ninar.

Esses conteúdos estão sempre disponíveis em abundância e, realmente, só fica desinformado quem quer. 

O que não explicaram a você, papai ou mamãe de duas ou mais crianças, é que seus filhos vão conviver muito entre si. 

E, assim como qualquer outro tipo de relacionamento entre irmãos pequenos, há altos e baixos. 

Na relação entre irmãos, às vezes, é frequente, inclusive, uma onda só de baixos.

Mas, assim como na maioria dos dramas familiares do cotidiano, isso não é um motivo para desespero. 

Brigas entre irmãos são muito – e acredite quando enfatizamos o muito – comuns.

Vamos falar um pouco mais sobre isso? 

Qual a importância de uma relação saudável entre irmãos?

Estima-se que 80% das crianças do mundo ocidental cresçam na companhia de pelo menos um irmão.

Pense nos seus amigos e conhecidos. Quantos são filhos únicos?

O mais comum é ter pelo menos um irmão ou irmã, certo?

No livro “Sul da fronteira, oeste do sol”, do japonês Haruki Murakami, a estranheza de ser filho único é pontuada em vários momentos pelo personagem principal. 

Principalmente durante a infância, ter um irmão é ter a garantia de uma companhia para qualquer brincadeira.

A menos que a diferença de idade seja muito grande, os pequenos vão compartilhar tudo – às vezes, até o quarto.

A relação entre irmãos é uma das mais duradouras da vida de uma pessoa. 

Mas, é claro, acompanhar o desenvolvimento dessa convivência fraterna é um grande desafio para os pais. 

6 dicas para incentivar uma relação saudável

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1. Divida a atenção

Se você tiver dois filhos (ou mais), separe um tempo para cada um. 

Sim, você pode ter de reservar um tempo a mais para a família,o que pode resultar em menos tempo para suas próprias atividades.

Passar tempo com cada um, em separado, oferece um momento de atenção individual.

Com isso, o clima de competição, tão frequente entre irmãos, não existe.

2. Exalte os momentos de harmonia 

Não é porque os dois filhos estão entretidos, brincando, que não merecem a supervisão de um adulto. 

Crianças podem estar em paz em um momento, e iniciarem uma briga no minuto seguinte. 

Observe o comportamento dos seus filhos.

Se eles estiverem se dando bem e demonstrando companheirismo, elogie-os e reconheça aquele momento como algo importante!

Exponha os benefícios da relação entre irmãos. 

Se você tiver histórias próprias que envolvem tios ou tias das crianças, é legal compartilhar. 

3. Não faça comparações

Às vezes, comentários comparativos são feitos com intuito de dar exemplo.

“Olha como o seu irmão é organizado! Já arrumou todo o quarto!”

Pode parecer instrutivo, quase como uma crítica construtiva.

A mensagem só é eficaz se for compreendida pelo receptor. 

E, nesse caso, a criança pode interpretar apenas como uma crítica.

E, para piorar, pode ainda pensar que a mãe ou o pai gostam mais de um irmão do que do outro. 

Pense bem: a ideia é estimular a convivência saudável entre os irmãos, e não competições (mesmo que veladas) entre eles, certo?

4. Cuide de você mesmo

Pode parecer repeteco ou frase motivacional extraída de um livro de autoajuda, mas não passa da verdade: para melhor cuidar do outro, é preciso cuidar de si mesmo.

Sabe aquela ideia de “em caso de despressurização da cabine, coloque a máscara em você mesmo e depois ajude o outro”, muito repetida pelos pilotos antes de voos?

É a mesma essência. 

Se a saúde mental dos pais estiver em dia, a chance de a paciência com as crianças ser maior aumenta muito. 

Além disso, o tempo reservado às crianças acaba sendo muito mais proveitoso. 

5. Seja justo

Todo mundo ama um filhote.

Os filhos mais novos acabam comovendo os pais mais facilmente pelo simples fato de serem menores.

Procure ser justo.

Em uma briga, ouça os dois lados. 

Não presuma que o filho mais novo é a vítima.

Lembre-se de que os irmãos mais novos frequentemente querem a atenção dos irmãos mais velhos, assim como anseiam pela exclusividade dos pais.

Então, mesmo pequeno, o irmão mais novo é perfeitamente capaz de puxar uma briga.

Fique atento para não cometer injustiças, ok? 

6. Ensine a dividir

Entre pais de mais de um filho, é frequente o hábito de dar às crianças a mesma quantidade de presentes. 

Assim, nenhum fica com ciúme, correto?

É uma boa tática.

Melhor ainda, porém, é ensinar as crianças a dividirem. 

Em vez de comprar um chocolate para cada um, compre um só e procure ensinar os pequenos a dividirem igualmente. 

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O mesmo vale para as responsabilidades – juntos, as crianças podem exercer tarefas diárias. 

Além de ensiná-los a compartilhar, também estarão aprendendo a trabalhar em equipe e a ter companheirismo um com o outro. 

E esses são ensinamentos que certamente serão úteis em muitas fases da vida. 

O que é melhor: intervir ou ignorar a briga?

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Mesmo que as brigas sejam comuns, os papais e as mamães não precisam assistir aos conflitos sem fazer nada. 

Existem técnicas para ajudar irmãos a conviverem em harmonia.

Esse tipo de intervenção pode ajudar a melhorar a relação entre irmãos, fortalecendo o vínculo entre eles.

Irmão não se escolhe. 

De certa forma, é uma pessoa com a qual você está fadado a conviver – pelo menos nas primeiras décadas de vida – e, por isso, o nível de tolerância é mais alto.

Afinal, fica um pouco complicado cortar relações com o irmão que dorme no mesmo quarto ou que mora na mesma casa, certo?

Isso também faz com que o nível de ousadia seja maior.

Você provavelmente se sentirá mais à vontade para falar algo pejorativo a um irmão do que a um conhecido.

A convivência entre irmãos também ajuda a desenvolver o autocontrole e o senso de lealdade.

Sendo assim, quando as brigas forem triviais ou não passarem de implicâncias corriqueiras, o ideal é ignorar.

(Até porque, se você tiver que intervir sempre que isso ocorrer, correrá o risco de não conseguir terminar nenhuma tarefa (risos).)

Brincadeiras à parte, fique atento, porém, se as brigas evoluírem para agressões físicas ou verbais muito violentas.

Psicólogos recomendam que, no caso de adjetivos pejorativos (ex: burro, gordo, etc), é preciso intervir.

Esse tipo de xingamento pode deixar cicatrizes profundas e estimular traumas na criança. 

Além disso, se a briga está ficando feia e os pais não fizerem nada para repreender, as crianças podem acabar pensando que aquele é um comportamento adequado na família.

Uma sugestão é encorajar que as crianças resolvam o conflito sozinhas. 

Por exemplo, você pode falar em voz alta: 

“Estou ouvindo uma briga. Quem sabe vocês tentam resolver isso juntos? Se precisarem, podem me procurar, mas sei que vocês conseguem sozinhos.” 

Claro que isso nem sempre funciona. 

Se for realmente necessário intervir, procure não “defender” uma das crianças. 

Quando isso acontece – e, geralmente, os mais novos são favorecidos -, o irmão que não é defendido acaba ficando ressentido.

Com o tempo, isso pode fazer com que a criança pense que os pais amam mais um filho do que outro. 

Esse pensamento pode parecer bobagem para os pais, mas é bem verdadeiro para a criança.

Também evite comparar os filhos. Cada criança é única, e não é porque são irmãos que terão a mesma personalidade.

Preste atenção, inclusive, se uma das crianças começar a falar que algo “não é justo” com frequência.

Pode ser exagero ou apenas a percepção unilateral do pequeno, mas, se isso começar a ocorrer, é uma boa fazer um mea culpa.

Será que você está sempre tomando o partido de uma das crianças?

Se você se identificar com algum desses comportamentos, tudo bem. Pais também cometem erros. Isso acontece! 

Mas, claro, o ideal é prestar atenção para que não ocorra. 

Por fim, mantenha a calma e procure não “participar” da briga.

É frequente que as discussões entre irmãos sejam uma disputa pela atenção dos pais.

Não entre no jogo deles!

Lembre-se: Nem todo conflito é ruim

O principal motivo para as brigas entre irmãos, ainda que inconsciente, é a disputa pela atenção dos pais.

Há crianças que, inclusive, acreditam que essa atenção só será dada quando fizerem escândalos e fiasco.

Quando a implicância entre irmãos é constante, é comum surgir nos pais sentimentos de culpa e de frustração. 

Não se engane. 

Conflitos entre irmãos pequenos vão existir, mesmo em famílias que perpetuam uma convivência harmoniosa e saudável.

A partir das brigas, os pais podem mostrar às crianças como funcionam as regras de convívio social.

Se a implicância estiver inserida em um contexto que também tem espaço para carinho, afeto e companheirismo, não devem ser vistas com preocupação.

Porém, se você perceber que as brigas estão muito constantes ou beirando a uma agressividade excessiva, é preciso acender o alerta. 

Nesse caso, procure ajuda profissional de um especialista em comportamento infantil, como um pediatra ou psicólogo.   

Irmãos: um laço que se carrega a vida inteira

Ninguém disse que criar filhos seria fácil, não é?

Estamos aqui justamente para ajudar você nessa trajetória que, apesar de complicada, é a mais gratificante de todas.

Com calma e paciência, é possível tirar o melhor até mesmo das brigas entre os irmãos. 

A relação fraterna é um laboratório natural para a aprendizagem dos pequenos acerca do mundo. 

Em um ambiente seguro e controlado, vão aprender a interagir e a brincar, a dialogar, a resolver conflitos e a controlar emoções.

Os benefícios de nutrir uma relação saudável com um irmão, alguém que, provavelmente, acompanhará a criança por praticamente toda a vida, são duradouros. 

E você, como responsável pela criança, certamente vai querer fazer parte da construção dessa história. 

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